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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quero saber: Como é a Cesárea ?


Oi meninas...

Hj vou encerrar a sequencia de posts que falam sobre partos...e por ultimo ficou a cesárea que assim como o parto normal tem as mulheres que amam e tem as mulheres que fogem dela rsrsrs.

Vamos nos informar? rsrsrs 
Afinal informação nao ocupa espaço ,ne rsrsrs


Cesárea 


O nome "oficial" da Cesariana é cirurgia para remoção (ou extração) de feto.

A palavra tem origem no verbo latino caedo -iscecidicaesumcaedere, que significa cortar. Acredita-se que o imperador Júlio César teria nascido assim, após a morte de sua mãe, no nono mês de gestação (e por isso teria recebido esse nome), e existem relatos de que esta técnica já seria praticada desde muito antes disso.

Obviamente, apenas era utilizada em casos desesperados, onde já não havia nenhuma esperança de salvar a mãe, e buscava-se, em um último recurso, salvar o bebê. A maioria dessas cirurgias resultava em mortes por infecção, ou simplesmente "não dava certo", como é de se esperar em culturas que não conheciam ainda muito bem o funcionamento do corpo humano, nem a importância da assepsia. 

A cirurgia cesariana só se tornou um recurso viável, realmente, após o descobrimento da penicilina, em 1928. Graças a essa descoberta, foi possível salvar cada vez mais mulheres e bebês que, sem isso, estariam condenados a uma morte certa.

Desde então, as taxas de cesarianas no mundo todo não pararam de aumentar, atingindo níveis extraordinários em alguns países, como o Brasil, que, em 2009, chegava a apresentar quase 50% de cesarianas (chegando a assombrosos 80% em hospitais particulares).

Em 1985, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, após amplo estudo, em diversos países, que uma taxa de cesarianas superior a 15% é medicamente injustificável, e aumenta a incidência de morbimortalidade materno-fetal. Por isso, a cirurgia Cesariana só deveria ser feita com indicação médica real.

Ambiente

A cirurgia Cesariana sempre acontece em ambiente hospitalar, no centro cirúrgico. Não há possibilidade de fazer isso em outro lugar. Alguns hospitais permitem que a mulher coloque uma música de fundo nessa hora, e é possível pedir para que desliguem o ar condicionado, para diminuir o frio da sala para a chegada do bebê.

Equipe

Por ser uma cirurgia de grande porte, a Cesariana requer uma equipe completa: obstetra, pediatra, anestesista, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Hoje, em muitos hospitais, o pai também pode estar presente nessa hora, e alguns até permitem que a mulher seja acompanhada também por uma doula.

Procedimentos

Após a internação, a mulher recebe uma anestesia peridural na coluna, que permite que fique acordada, porém sem sensibilidade ou controle do peito para baixo. É necessário que esteja sem comer há algumas horas para evitar que vomite.


Ela é deitada na cama do centro cirúrgico e seus braços são amarrados, em forma de cruz. A anestesia muitas vezes causa tremores, e pode causar convulsões, em alguns raros casos, então é necessário que a mulher esteja imobilizada. Ela é conectada a diversos aparelhos, que checam constantemente sua pressão e batimentos cardíacos.

É colocado um campo estéril diante de seu rosto, que, ao preservar a assepsia, também impede que a mulher veja o que está acontecendo na "área dos médicos", lá embaixo, e procede-se à assepsia da região cirúrgica, com iodo. 

É feita uma primeira incisão, que pode ser transversal (horizontal) ou longitudinal (vertical, mais rara) sobre a barriga da mulher, acima da linha dos pelos púbicos. Hoje em dia, busca-se fazer uma incisão pequena, para facilitar a cicatrização e diminuir a formação de quelóides.


São sucessivamente abertos o tecido subcutâneo e a aponeurose dos músculos reto abdominais, separados os músculos na linha média e abertos o peritônio parietal e o peritônio visceral, deixando visível a parede uterina. 

São introduzidos retentores de metal, que seguram essas camadas de pele, músculo e gordura abertas, para que o médico possa, então, fazer uma incisão no útero da mulher.

Rompe-se a bolsa manualmente e o líquido amniótico é aspirado. O próximo passo é a extração do feto, que é rapidamente colocado encima da barriga da mãe, aspirado e tem o cordão clampeado.

A retirada da placenta e revisão manual da cavidade uterina acontecem então, e são feitas as suturas, em cada camada de pele, individualmente. A mulher recebe muitos pontos, cerca de 75, e, mesmo que a retirada do bebê seja rápida, de 5 a 15 minutos, o procedimento total da cirurgia dura, em média, uma hora.

Abaixo, o comentário do Dr Galleta a respeito das suturas na cesariana:
"No geral, fechando todas as camadas com cuidado e destreza, uma cesárea dura cerca de 60 minutos, ou um pouco mais, se houver uma cesárea prévia. Feita em menos de 40 minutos, não indica melhor técnica cirúrgica, mas justamente a falta dela. Basta você imaginar a costura de 7 panos diferentes, mesmo que em chuleio, para perceber que, para fazer direito, não dá para fazer assim tão rápido. Afinal, se temos cuidado em bordar um pano de prato, quanto mais a barriga de alguém!"
  
Geralmente, enquanto a mãe passa por todos esses procedimentos, o bebê é levado para o berçário, para as primeiras avaliações, e, na maioria das vezes, o pai vai junto. A mãe só vê o bebê rapidamente na sala de cirurgia, antes que ele seja levado, e volta a vê-lo apenas quando já está instalada no quarto. Antes disso, ele passará um tempo em observação no berçário, para ter certeza de que não tem nenhum tipo de desconforto respiratório, muito comum em bebês nascidos por Cesariana. A mãe também passará um tempo em observação, na enfermaria, até que se recupere da anestesia e consiga, pelo menos, urinar.

A cesariana tem a reputação de ser "um parto indolor", porém, é necessário lembrar que se trata de uma cirurgia, e não de um parto fisiológico: as mulheres que acabaram de passar por uma cesariana são consideradas convalescentes por, em média, 40 dias, e não devem levantar peso acima de 3 Kg, para não arriscar estourar os pontos. 

O Brasil é o único país do mundo em que as mulheres podem optar por uma cirurgia cesariana por motivos não-médicos. Este fenômeno, conhecido como Cesariana Eletiva, está deixando o mundo inteiro chocado, e nos rendeu uma reprovação internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2006.

Como militante da humanização do parto, não apoio a Cesariana Eletiva. Reconheço que a cirurgia Cesariana é um procedimento médico sério, que tem consequências físicas e psíquicas, que podem incluir: dificuldade de estabelecimento de vínculo afetivo entre mãe e bebê, aumento de incidência de depressão pós-parto, dificuldades na amamentação, hemorragias, problemas circulatórios, trombose, infecção, má-cicatrização, reações alérgicas aos diversos medicamentos usados durante e após a cirurgia, e, em alguns casos, até morte da mãe e do bebê. Apoio sua utilização apenas em casos de real necessidade, de preferência realizada de maneira humanizada.


É possível humanizar a Cesariana?


A resposta é motivadora: sim é possível humanizar a Cesariana.

Como?

Em primeiro lugar, assegurando que a indicação da cirurgia seja uma necessidade real. Em seguida, fazendo com que seja uma experiência o mais próxima possível da realidade do parto natural.

Nesse modelo, a mãe é valorizada: deseja-se que ela participe do momento, então explica-se para ela tudo o que está acontecendo e abaixam-se os campos cirúrgicos, para que possa ver seu filho nascendo.

Na Cesária Humanizada, o corte tem apenas 10cm, que é o mesmo diâmetro da dilatação vaginal, e o bebê é retirado bem devagar, para reproduzir a massagem que seria recebida se ele tivesse nascido pela via vaginal, o corte do cordão não precisa ser imediato e o bebê pode, sim, ir direto para o peito da mamãe e começar a mamar, enquanto a equipe termina de fazer seus procedimento e costurar lá embaixo. A separação não precisa acontecer de forma rotineira, e os primeiros cuidados com o bebê podem ser feitos ali mesmo, no colo da mãe.

A humanização do parto não significa negar a cesariana, e sim preservar o protagonismo do casal, inclusive durante uma cesariana, quando ela se faz necessária.





Bom se quiserem saber mais coisas a respeito de partos e seus procedimentos clique aqui...vc sera direcionada para o site do qual eu compartilhei estas informações.


Eu tive uma cesárea...como relatei aqui no blog ...lendo estas informações acima é fiquei sabendo como é feita a cirurgia...pq os medicos nao te explicam nada...bem diferente do parto normal que vc participa ativamente de tudo que esta acontecendo...

Se quiserem que eu aborde algum tema aqui no blog basta dizer nos comentarios...ficarei feliz em pesquisar ...assim ajudo vcs a tirar algumas duvidas e ainda tiro as minhas duvidas tbm,rsrs

Beijos

13 comentários:

  1. Tenho medo da cesárea, rs. É pelo procedimento cirúrgico.Os cortes, a recuperação, a anestesia...enfim...sou medrosa para essas coisas. Prefiro o parto normal..até aqui.
    Beijos

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  2. Amo esses posts informativos!!! To sem ideia mas volte logo com mais informações desse tipo!!!

    E sobre a cesárea, concordo com a PVzinha... ainda opto pelo normal...

    Bjos!!!
    Ly
    http://nossosdiasnossaespera.blogspot.com.br/

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  3. Minha segunda opção!
    Hoje em dia muitas mamãe falam que a recuperação não está sendo tão chata, rs!

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  4. Vejo muitas mulheres que correm do parto normal.
    Eu particularmente morro de medo é da cesária.
    Já pensou, ter que cortar várias camadas da sua barriga ??? Aiii que gastura.
    É um procedimento que deve ser utilizado somente em casos específicos (Necessários).
    O parto normal causa medo pela dor, mas quem já passou por isso diz que é suportável e depois vc ta pronta pra outra ... hahahaha !!!

    Bjjs!

    http://deliriosdeumamaedeprimeiraviagem.blogspot.com.br/

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  5. Nossa q medo né kkkkkkk 70 pontos Jesus amado!
    Prefiro normal, mas se não der vamos ter q cair na faca....não quero pensar nisso agora!

    Bjs

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  6. pra ser sincera tenho mais medo da cesária do que do normal... não sei sabe essas coisas de ter que abrir a barriga,pontos,ai me dão mt medo.Lembro que minha mãe sentiu muita dor nas primeiras semanas depois que ela teve meu irmão,sem contar que a cicatriz dela inflamou,deu complicação,enfim foi um sofrimento pra ela e pra mim tbm que nada podia fazer!!Até hj a cicatriz dela é super evidente e de vez em quando ela fala que senti umas pontadinhas e fazem mais de 20 anos que ela passou por isso!

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  7. Quanta informação útil, Nise...
    Bem, no meu caso, vou tentar de tudo para ter um parto natural, mas caso seja necessário fazer uma cesárea é bom saber de tudo o que li.
    Um beijo.

    http://antesdopositivo.blogspot.com.br/

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  8. Eu sou aquela que morre de medo do parto normal, pois peguei traumas com vídeos do youtube rsrs mas lendo esse texto, confesso que fiquei balançada... não sei ainda ao certo... acho que vou me decidi só quando estiver grávida! Amei o texto, não sabia como era o procedimento de fato! Bjos

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  9. Olá Nise!!
    Tanto tempo que não apareço por aqui..você já têm um baby?
    Parabéns!!
    Um grande abraço,
    Sandra

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    Respostas
    1. Oi Sandra
      Senti sua falta
      Ainda estou tentando engravidar,rs
      bjo

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  10. OLÁ Nise

    Eu sou aquela que morre de medo do parto em qualquer situação, mas com tudo ainda opto pelo normal...


    bjinhos

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  11. Nise...
    Que ótimas informações...
    Eu não acho tão ruim quando é necessário, mas como segunda opção =)
    Mas vou pensar realmente quando estiver gravidinha...

    Beijinhos e uma maravilhosa semaninha *-*

    http://laresmeraldafeliz.blogspot.com.br/

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  12. Nise... aí vem a pergunta... vc que já teve experiências distintas... quando tiver seu próximo bebê (que vai vir logo, se Deus quiser), qual seria sua preferência para o parto?

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